quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Lendas de Flores

Amor-Perfeito
Os três períodos da vida de uma menina chamada Ana, reflectem-se nas três pétalas coloridas do Amor-Perfeito. Era uma vez uma menina gentil, bonita e também uma menina em quem se podia confiar, que se chamava Ana e vivia numa aldeia. Ela acreditava em tudo e encontrava sempre uma justificação para tudo o que as pessoas faziam. Mas, infelizmente, conheceu um rapaz muito sedutor, que fez com que Ana se apaixonasse por ele, através de palavras românticas e promessas. Ana amava-o. Ela vivia única e exclusivamente para o seu amor. Mas o jovem traiu-a e decidiu viajar, prometendo-lhe que iria voltar para ela, o seu amor. Ana esperou por ele toda a sua vida e cada dia que passava sofria de desgosto. Quando Ana morreu, as flores começaram a nascer. Estas flores espelhavam a esperança, a maravilha e também o desgosto de Ana. Esta é a versão russa da lenda desta flor.Os Gregos relacionam o aparecimento desta flor com a filha do governante Ino. A filha única de Ino amava Zeus, Deus soberano na mitologia Grega. Mas a mulher ciumenta de Zeus, Hera, lançou um feitiço à rapariga transformando-a numa vaca. Zeus cultivava amores-perfeitos para a sua amante se alimentar deles. Nestas flores está implícito o triângulo amoroso. Por um lado, o amor-perfeito é comparado a uma Deusa, por outro dava esperança à rapariga que o feitiço de Hera não seria eterno.Os Romanos pensavam que os amores-perfeitos eram pessoas que tinham sido transformadas em flores pelos Deuses, por terem espiado Afrodite enquanto ela tomava banho. Também há lendas que dizem que havia uma menina muito curiosa, de nome Ana, que espiava a vida das pessoas e depois contava ao resto da população a vida das pessoas que havia espiado à maneira dela, fosse verdade ou não.


Anémona
Lá no canto da floresta, onde habitualmente só o vento costumava passear, surgiu do chão uma pequena flor branca. Depois começaram também a surgir seis folhas serradas, como se a flor quisesse voar, ou como se quisesse dançar com o vento. Era a anémona da floresta de carvalho. Era chamada de frívola, devido à sua amizade com o vento. O vento sopra as folhas e o talo da anémona e eles tornam-se flexíveis e resistentes.Pensa-se que são consideradas frívolas e então devem a sua vida a Adónis. Adónis era um jovem bonito e frívolo que estava enamorado por duas Deusas: uma delas era a Deusa do Submundo, Perséfona, a outra era a Deusa do amor e da beleza, Afrodite. Assim, ele passava metade do ano no Submundo com Perséfona e a outra metade do ano na Terra com Afrodite. Mas, Artemisa, a Deusa da Castidade, ficou a saber dos amores de Adónis e matou-o quando ele andava a caçar. Segundo a lenda, quando Afrodite chorava amargamente sob o seu amante morto, as flores começaram a crescer com as lágrimas de Afrodite. Assim, a lenda dá-nos conta do aparecimento de duas flores diferentes da mesma família: Anémona e Adónis. Está provado que o bouquet de Anémonas brancas é não só bom para a alma, como também muito eficaz para quem tem problemas de visão. O que precisa de fazer é apenas olhar para as anémonas brancas durante 10 minutos e voltará a ter uma boa visão.


Áster
Já olhou para uma estrela distante? Se já olhou então reparou que a estrela não é apenas um ponto luminoso no céu. Mas a luz da estrela não é sempre a mesma. Às vezes é azul, outras branca e por vezes até cor-de-rosa. No meio é dourada e nas pontas é de uma cor escura. E parece que através desta luz, a estrela nos dá sinais e até mensagens que recolhe da Terra. Se calhar é por causa disso que as estrelas caem.Quando as pessoas antigas se aperceberam disso tentaram saber, através das árvores e flores, qual era o possível interlocutor das estrelas. Encontraram umas flores pequenas com um círculo amarelo no meio, que eram parecidas com as estrelas. " Áster!" exclamou um deles. A palavra Áster significa estrela e desde então, esta flor tem este nome. Foi trazida para a Europa da China em 1728 por Peter Inkerville. Ele importou as sementes da flor e apresentou-a a um botânico francês. O botânico plantou algumas flores no jardim Real Trianon e chamou-as "As Margaridas da Rainha". A Áster é uma das plantas mais antigas. Quando os arqueólogos abriram um túmulo real com 2000 anos, encontraram entre folhas de loureiro e de pinheiro, uma marca da flor Áster. Os Gregos consideravam a Áster como sendo um amuleto. Áster significa Outono na língua húngara. "Ostirosa" que é a "Rosa do Outono". Existe uma crença popular - se se colocar junto a uma Áster à noite e tentar ouvir, consegue ouvir um sussurro. É a Áster a falar com as suas irmãs estrelas. Algo que não é de todo surpreendente, porque segundo a lenda a Áster cresceu a partir do pó que caiu das estrelas. A lenda surgiu a partir de um astrónomo francês Cassini, que aprendeu a ciência acerca dos corpos celestes enquanto jovem e o resto da vida devotou-se à botânica.



Azálea
Na Primavera de 401 a.c. o anfitrião grego foi pelo caminho da montanha de Colchis para encontrar o Tosão de Oiro. Tribos marciais locais atacaram os conquistadores, mas todas as tentativas falharam. Os gregos ficaram contentes porque tudo lhes estava a correr de feição. Contudo, algo trágico aconteceu ao anfitrião ateniense. Alguns soldados encontraram um grande ninho de abelhas, provaram o mel e caíram inconscientes. Xinofonte, o comandante do exército descreveu o acontecimento: " Não havia nada de suspeito, mas havia muitas colmeias e todos os soldados que provaram o mel caíram inconscientes. Havia muitos soldados doentes, como se tivessem saído de uma batalha. Mas no dia seguinte ninguém havia morrido. Eles começaram a recuperar a consciência e após o terceiro e quarto dia todos eles já se sentiam melhor." Mais tarde descobriram que os soldados comeram muito mel proveniente das flores silvestres rododendro, flor da família das azáleas. A mais famosa da família das azáleas é a azálea indiana. As suas flores estão cheias de néctar, mas o mel possui características específicas e tem alguns alcalóides perigosos. A tradução literal do grego "azálea" significa "seco". Porque a azálea antes de florescer parece mais um arbusto com alguns ramos secos. Durante muito tempo os botões da azálea permanecem semi-fechados, como se estivessem a esconder a beleza dos olhares das pessoas. Mas depois florescem em cores vivas. Cada pé de azálea pode conter cerca de 500 flores, que duram 18 dias. Mas todas as plantas dão flor durante dois meses, dois meses e meio. Ninguém fica indiferente ao ver uma coroa de azáleas brancas, rosa, douradas, vermelhas ou roxas. Às vezes florescem onduladas ou abertas em forma de taça. As flores são agradáveis de olhar e alegram o coração. Para além disso, algumas espécies de azáleas, como por exemplo uma indiana, floresce apenas na "época da morte", por isso trazem muita alegria para quem as vê. Se apanhar algumas azáleas e colocá-las num vaso elas deslumbram durante 2 semanas. As azáleas pertencem à subfamília do rododendro, à qual apenas pertencem árvores e arbustos. A forma mais conhecida da sua utilização encontra-se nos jardins paisagísticos do Japão e da China.


Centáurea Azul
Outrora o céu repreendeu o campo de milho. Exclamou o céu :" Tudo o que vive na Terra consagra-me louvores. Os pássaros com o seu chilrear, as flores dão-me a sua fragrância e cor, as florestas sussurram-me as suas histórias fantásticas e só tu não me demonstras qualquer tipo de gratidão. E encho de água as tuas raízes para que possas amadurecer." E o campo de milho respondeu:" Eu só consigo expressar a minha gratidão desta forma. Diz-me como te poderei agradecer e cobrir-te-ei de carícias." O Céu concordou e disse:" se não consegues chegar até mim, então eu iluminar-te-ei." E o milagre aconteceu. Centenas de flores azuis magníficas, semelhantes à cor do céu, começaram a crescer. Desde então, as plantas de colheita curvam-se perante o céu e perante as centáureas azuis com a sua gentil brisa. O nome genérico desta flor é "centáurea". O nome descende da criatura mítica Centauro, que curou as feridas feitas por Héracles, com a seiva da centáurea. Na Roma antiga a centáurea era chamada de "Cyan" que significa azul. Estas flores têm este nome em honra do jovem de olhos azuis, que colheu as flores para fazer diademas e coroas de flores. A centáurea azul chegou até nós através de dados de civilizações antigas. Na época da escavação do túmulo de Tutankhamon foram encontrados muitos tesouros. Mas a coroa de flores feita de centáureas azuis provocou um choque cultural aos arqueólogos; as flores murcharam, mas a sua forma manteve-se. Poderiam ser as flores favoritas do Faraó e a sua mulher trouxe-lhe as flores como despedida. Mas a centáurea azul tem os seus segredos; um deles é a propagação das sementes, que conseguem mover-se. A semente é macia e luzia, semelhante à forma da semente de centeio e no topo possui uma poupa com frisos brancos. Para quem não conhece a flor, pode parecer um pára-quedas para as sementes, tal como o dente-de-leão. Mas não é bem assim. A poupa (crista) da centáurea azul é um órgão importante para o movimento da semente, com a sua ajuda a semente consegue rastejar. Quando está molhada o seu tamanho é reduzido, quando está seca o seu tamanho alonga-se. Desta forma conseguem dar um empurrão pequeno no solo e ao mesmo tempo rastejam.



Columbina
O nome científico é "Aquilegia". Mas as pessoas também chamam esta flor de pomba, devido à semelhança da forma auréola com a forma de uma pomba. Era uma vez uma mulher má, de génio irascível, que vivia numa pequena aldeia Francesa. Ela encontrava sempre defeitos no marido e este já farto decidiu separar-se dela. A mulher aflita resolveu fazer um pedido aos seus vizinhos e um deles decidiu ajudá-la. Este disse-lhe para ferver a columbina e quando a mulher estivesse novamente desejosa por encontrar defeitos no marido, devia colocar nos lábios o resultado da fervura da columbina. E assim foi, a mulher decidiu seguir o conselho. A paz e o sossego reinavam na casa da pobre mulher. Desde então que os franceses tratam esta flor por "erva da megera".


Urze
A urze é uma flor conhecida há muito tempo. Desde a Antiguidade que as suas folhas eram usadas em vez do lúpulo e as suas flores serviam para colorir a pele. A imagem da flor fazia parte de um dos clãs da Escócia. Há muito tempo, muitas bebidas eram feitas a partir da urze. Mas agora só podemos ficar a conhecê-las a partir dos versos de um poeta escocês, Robert Stevenson e através das lendas. Numa destas lendas é contada a história de um rei escocês que queria descobrir o segredo do "mel da urze", a bebida que era feita por uma das tribos do norte. O rei enviou o seu exército para aquele canto do país e uma vez lá, os seus homens tentavam parar as pessoas que por ali passavam, através do uso da espada ou do fogo. Mas nenhuma delas sabia nada acerca da bebida.





A Lenda da flor de Lótus

A lenda da Flor de Lótus
Certo dia, à margem de um tranqüilo lago solitário, encontraram-se quatro elementos irmãos:o fogo, o ar, a água e a terra.
- Quanto tempo sem nos vermos em nossa nudez primitiva - disse o fogo cheio de entusiasmo, como é de sua natureza.
- É verdade - disse o ar - É um destino bem curioso o nosso. À custa de tanto nos prestarmos para construir formas e mais formas, tornamo-nos escravos de nossa obra e perdemos nossa liberdade.
- Não te queixes - disse a água -, pois estamos obedecendo à Lei, e é um Divino Prazer servir à Criação. Por outro lado, não perdemos nossa liberdade; tu corres de um lado para outro, à tua vontade; o irmão fogo, entra e sai por toda parte servindo a vida e a morte. Eu faço o mesmo.
- Em todo o caso, sou eu quem deveria me queixar - disse a terra - pois estou sempre imóvel, e mesmo sem minha vontade, dou voltas e mais voltas, sem descansar no mesmo espaço.
- Não entristeçais minha felicidade ao ver-nos - tornou a dizer o fogo - com discussões supérfluas. É melhor festejarmos estes momentos em que nos encontrarmos fora da forma. Regozijemo-nos à sombra destas árvores e à margem deste lago formado pela nossa união.
Todos o aplaudiram e se entregaram ao mais feliz companheirismo. Cada um contou o que havia feito durante sua longa ausência, as maravilhas que tinham construído e destruído.
Cada um se orgulhou de se haver prestado para que a Vida se manifestasse através de formas sempre mais belas e mais perfeitas.
Em meio de tão grande alegria, existia uma nuvem: o homem. Ah! como ele era ingrato. Haviam-no construído com seus mais perfeitos e puros materiais, e o homem abusava deles, perdendo-os. Tiveram desejo de retirar sua cooperação e privá-lo de realizar suas experiências no plano físico. Porém a nuvem dissipou-se e a alegria voltou a reinar entre os quatro irmãos
Aproximando-se o momento de se separarem, pensaram em deixar uma recordação que perpetuasse através das idades a felicidade de seu encontro. Resolveram criar alguma coisa especial que, composta de fragmentos de cada um deles harmonicamente combinados, fosse também a expressão de suas diferenças e independência, e servisse de símbolo e exemplo para o homem.
Houve muitos projetos que foram abandonados por serem incompletos e insuficientes. Por fim, refletindo-se no lago, os quatro disseram:
- E se construíssemos uma planta cujas raízes estivessem no fundo do lago, a haste na água e as folhas e flores fora dela?
- A idéia pareceu digna de experiência. Eu porei as melhores forças de minhas entranhas - disse a terra - e alimentarei suas raízes.
- Eu porei as melhores linfas de meus seios - disse a água - e farei crescer sua haste. - Eu porei minhas melhores brisas - disse o ar - e tonificarei a planta. - Eu porei todo o rneu calor - disse o fogo - para dar às suas corolas as mais formosas cores.
Dito e feito. Os quatro irmãos começaram a sua obra. Fibra sobre fibra foram construídas as raízes, a haste, as folhas e as flores. O sol abençoou-a e a planta deu entrada na flora regional, saudada como rainha. Quando os quatro elementos se separaram, a Flor de Lótus brilhava no lago em sua beleza imaculada, e servia para o homem como símbolo da pureza e perfeição humana.
Foi fixada a data de 8 de maio - quando a Terra está sob a influência da Constelação de Taurus, símbolo do Poder Criador - para a comemoração que desde épocas remotas se tem perpetuado através das idades. Foi espalhada esta comemoração por todos os países do Ocidente, e, em 1948, o dia 8 de Maio se tomou também o "Dia da Paz".
Curiosidades: - É a flor símbolo da espiritualidade
- A semente de Lótus pode ficar mais 5.000 anos sem água, somente esperando a condição ideal de humidade pra germinar.
- Ela nasce na lama e só se abre quando atinge a superfície, onde só então mostra suas luminosas e imaculadas pétalas, que são autolimpantes, isto é, têm a propriedade de repelir microrganismos e poeiras.
- É a única planta que regula seu calor interno, mantendo-o por volta de 35º, a mesma temperatura do corpo humano.
- Seu botão tem a forma de um coração.

domingo, 16 de agosto de 2009

A Lenda da flor das sete cores

Conta -se que quando as gotas do Arco Iris caiu na terra surgiu uma flor linda mais diferente das outras essa tinha as sete cores do arco Iris.

sábado, 15 de agosto de 2009

Paisagem


Mitologia grega

Selene é a deusa grega da lua, era filha de Hipérion e Tea, tendo como irmãos, a deusa Eos , e o deus Hélios.
Um de seus melhores mitos sabidos envolve um simples, mas belo pastor, cujo nome era Endymion. A deusa da lua se apaixonou por este mortal, um caso que, conseqüentemente resultou no nascimento de cinqüenta filhas. Mas Endymion era, aliás, ser humano, e assim suscetível ao envelhecimento e eventualmente à morte. Selene não podia carregar o pensamento deste fato cruel. Então, assegurando que Endymion permanecesse eternamente jovem, fez com que o belo jovem dormisse para sempre. Desta maneira, Endymion viveria sempre, dormindo com a mesma aparente idade.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

*A verdadeira lenda de Mulan

A verdadeira lenda de Mulan surgiu de um clássico da literatura chinesa, chamado "Poema de Mulan". A história se passa em um período de conflitos e a corte imperial ordena que cada família envie um homem ao Exército.A jovem Hua Mulan (que significa "magnólia") resolve ir à guerra no lugar de seu pai, que está velho e doente.Disfarçada de soldado, Mulan destaca-se entre os combatentes e se torna general. Ao voltar vitoriosa, após 12 anos de batalha, ela renuncia a todos os cargos para cuidar do pai.O imperador manda, então, seu marechal à casa de Mulan para lhe conceder prêmios. O poema termina assim: "Substituindo sua farda de batalha por traje de menina, acariciou a bela trança diante da janela e pintou as sobrancelhas perante o espelho. Então foi saudar seus colegas, e todos ficaram espantados: 'Doze anos estivemos juntos e ninguém soube que Mulan era menina'".


http://pt.wikipedia.org/wiki/Hua_Mulan

Click, click, e click, click, click
Junto à porta, Mulan tece,
Quando, de repente, a lançadeira cessa
Ouve-se um suspiro cheio de angústia
Oh, minha filha, quem está em sua mente?
Oh, minha filha, quem está em seu coração?
Não há ninguém em minha mente
Não há ninguém em meu coração
Mas noite passada li sobre a batalha
Eram doze pergaminhos
O Khan sorteará os que irão à guerra
O nome de meu pai está em todas as contas

Ah, meu pai não tem um filho crescido
Ah, Mulan não tem um irmão mais velho
Mas comprarei uma cela e um cavalo e me unirei ao exército no lugar de meu pai
No mercado do leste ela compra um corcel
No mercado d'oeste ela compra uma sela
No mercado do norte ela compra um longo chicote
No mercado do sul ela compra uma rédea

Na alvorada ela se despede da família
No crepúsculo ela se assenta à beira do Rio Amarelo
Ela não mais ouve seus pais a chamarem
Sobre seu travesseiro, as águas sussurram
No crepúsculo ela chega à Montanha Negra
Ela não mais ouve seus pais a chamarem, mas sim os gemidos dos cavalos tártaros nas montanhas de Yen

Ela cavalga milhares de quilômetros rumo à guerra que deve honrar
Ela atravessa altas montanhas como uma águia nas alturas
Das tempestades do norte, no frio que fustiga, ecoa o sino do guarda
A luz fria e azulada do gelo ilumina sua armadura
Generais morrem em cem batalhas
Nosso guerreiro está de volta
Dez anos voaram

Em seu retorno, ela é convocada a ver o Imperador
No palácio, ela recebe a mais alta honra
Ela é promovida ao mais alto cargo
O Imperador lhe concede centenas de milhares em prêmios
O Khan lhe pergunta qual é o seu desejo
Mulan não quer um cargo de Ministro
Mulan não quer nada de extravagante
Gostaria que me emprestassem um cavalo veloz que me leve de volta para casa

Quando o pai e a mãe ouvem que ela está chegando, vão esperar abraçados no portão
Quando a irmã mais velha a ouve chegando, ela corre ao seu quarto colocar um pouco de rouge
Quando o irmão mais novo a ouve chegando, ele afia seu punhal que brilha como a luz e vai preparar porco e carneiro para o jantar

Ah, deixem-me abrir a porta para o quarto do leste
Ah, deixem-me sentar em minha cama para um descanso poente
Então logo tiro a roupa do guerreiro e silenciosamente ponho meu antigo vestido
Junto à janela penteio meus cabelos
Em frente ao espelho pinto meu rosto
E quando saio para encontrar meus companheiros eles estão perplexos e impressionados

Por doze anos lutamos como camaradas
A Mulan que conhecemos não era uma mulher graciosa
Dizem que conhecemos uma lebre segurando-a pelas orelhas
Há sinais para distinguirmos
Suspenso no ar, o macho chutará e se debaterá, enquanto que as fêmeas ficarão paradas, com os olhos a lacrimejar
Mas se ambos estão no chão a pular em liberdade singela, quem será tão sábio para dizer se a lebre é ele ou ela?

sábado, 1 de agosto de 2009