Amor-Perfeito
Os três períodos da vida de uma menina chamada Ana, reflectem-se nas três pétalas coloridas do Amor-Perfeito. Era uma vez uma menina gentil, bonita e também uma menina em quem se podia confiar, que se chamava Ana e vivia numa aldeia. Ela acreditava em tudo e encontrava sempre uma justificação para tudo o que as pessoas faziam. Mas, infelizmente, conheceu um rapaz muito sedutor, que fez com que Ana se apaixonasse por ele, através de palavras românticas e promessas. Ana amava-o. Ela vivia única e exclusivamente para o seu amor. Mas o jovem traiu-a e decidiu viajar, prometendo-lhe que iria voltar para ela, o seu amor. Ana esperou por ele toda a sua vida e cada dia que passava sofria de desgosto. Quando Ana morreu, as flores começaram a nascer. Estas flores espelhavam a esperança, a maravilha e também o desgosto de Ana. Esta é a versão russa da lenda desta flor.Os Gregos relacionam o aparecimento desta flor com a filha do governante Ino. A filha única de Ino amava Zeus, Deus soberano na mitologia Grega. Mas a mulher ciumenta de Zeus, Hera, lançou um feitiço à rapariga transformando-a numa vaca. Zeus cultivava amores-perfeitos para a sua amante se alimentar deles. Nestas flores está implícito o triângulo amoroso. Por um lado, o amor-perfeito é comparado a uma Deusa, por outro dava esperança à rapariga que o feitiço de Hera não seria eterno.Os Romanos pensavam que os amores-perfeitos eram pessoas que tinham sido transformadas em flores pelos Deuses, por terem espiado Afrodite enquanto ela tomava banho. Também há lendas que dizem que havia uma menina muito curiosa, de nome Ana, que espiava a vida das pessoas e depois contava ao resto da população a vida das pessoas que havia espiado à maneira dela, fosse verdade ou não.
Anémona
Lá no canto da floresta, onde habitualmente só o vento costumava passear, surgiu do chão uma pequena flor branca. Depois começaram também a surgir seis folhas serradas, como se a flor quisesse voar, ou como se quisesse dançar com o vento. Era a anémona da floresta de carvalho. Era chamada de frívola, devido à sua amizade com o vento. O vento sopra as folhas e o talo da anémona e eles tornam-se flexíveis e resistentes.Pensa-se que são consideradas frívolas e então devem a sua vida a Adónis. Adónis era um jovem bonito e frívolo que estava enamorado por duas Deusas: uma delas era a Deusa do Submundo, Perséfona, a outra era a Deusa do amor e da beleza, Afrodite. Assim, ele passava metade do ano no Submundo com Perséfona e a outra metade do ano na Terra com Afrodite. Mas, Artemisa, a Deusa da Castidade, ficou a saber dos amores de Adónis e matou-o quando ele andava a caçar. Segundo a lenda, quando Afrodite chorava amargamente sob o seu amante morto, as flores começaram a crescer com as lágrimas de Afrodite. Assim, a lenda dá-nos conta do aparecimento de duas flores diferentes da mesma família: Anémona e Adónis. Está provado que o bouquet de Anémonas brancas é não só bom para a alma, como também muito eficaz para quem tem problemas de visão. O que precisa de fazer é apenas olhar para as anémonas brancas durante 10 minutos e voltará a ter uma boa visão.
Áster
Já olhou para uma estrela distante? Se já olhou então reparou que a estrela não é apenas um ponto luminoso no céu. Mas a luz da estrela não é sempre a mesma. Às vezes é azul, outras branca e por vezes até cor-de-rosa. No meio é dourada e nas pontas é de uma cor escura. E parece que através desta luz, a estrela nos dá sinais e até mensagens que recolhe da Terra. Se calhar é por causa disso que as estrelas caem.Quando as pessoas antigas se aperceberam disso tentaram saber, através das árvores e flores, qual era o possível interlocutor das estrelas. Encontraram umas flores pequenas com um círculo amarelo no meio, que eram parecidas com as estrelas. " Áster!" exclamou um deles. A palavra Áster significa estrela e desde então, esta flor tem este nome. Foi trazida para a Europa da China em 1728 por Peter Inkerville. Ele importou as sementes da flor e apresentou-a a um botânico francês. O botânico plantou algumas flores no jardim Real Trianon e chamou-as "As Margaridas da Rainha". A Áster é uma das plantas mais antigas. Quando os arqueólogos abriram um túmulo real com 2000 anos, encontraram entre folhas de loureiro e de pinheiro, uma marca da flor Áster. Os Gregos consideravam a Áster como sendo um amuleto. Áster significa Outono na língua húngara. "Ostirosa" que é a "Rosa do Outono". Existe uma crença popular - se se colocar junto a uma Áster à noite e tentar ouvir, consegue ouvir um sussurro. É a Áster a falar com as suas irmãs estrelas. Algo que não é de todo surpreendente, porque segundo a lenda a Áster cresceu a partir do pó que caiu das estrelas. A lenda surgiu a partir de um astrónomo francês Cassini, que aprendeu a ciência acerca dos corpos celestes enquanto jovem e o resto da vida devotou-se à botânica.
Azálea
Na Primavera de 401 a.c. o anfitrião grego foi pelo caminho da montanha de Colchis para encontrar o Tosão de Oiro. Tribos marciais locais atacaram os conquistadores, mas todas as tentativas falharam. Os gregos ficaram contentes porque tudo lhes estava a correr de feição. Contudo, algo trágico aconteceu ao anfitrião ateniense. Alguns soldados encontraram um grande ninho de abelhas, provaram o mel e caíram inconscientes. Xinofonte, o comandante do exército descreveu o acontecimento: " Não havia nada de suspeito, mas havia muitas colmeias e todos os soldados que provaram o mel caíram inconscientes. Havia muitos soldados doentes, como se tivessem saído de uma batalha. Mas no dia seguinte ninguém havia morrido. Eles começaram a recuperar a consciência e após o terceiro e quarto dia todos eles já se sentiam melhor." Mais tarde descobriram que os soldados comeram muito mel proveniente das flores silvestres rododendro, flor da família das azáleas. A mais famosa da família das azáleas é a azálea indiana. As suas flores estão cheias de néctar, mas o mel possui características específicas e tem alguns alcalóides perigosos. A tradução literal do grego "azálea" significa "seco". Porque a azálea antes de florescer parece mais um arbusto com alguns ramos secos. Durante muito tempo os botões da azálea permanecem semi-fechados, como se estivessem a esconder a beleza dos olhares das pessoas. Mas depois florescem em cores vivas. Cada pé de azálea pode conter cerca de 500 flores, que duram 18 dias. Mas todas as plantas dão flor durante dois meses, dois meses e meio. Ninguém fica indiferente ao ver uma coroa de azáleas brancas, rosa, douradas, vermelhas ou roxas. Às vezes florescem onduladas ou abertas em forma de taça. As flores são agradáveis de olhar e alegram o coração. Para além disso, algumas espécies de azáleas, como por exemplo uma indiana, floresce apenas na "época da morte", por isso trazem muita alegria para quem as vê. Se apanhar algumas azáleas e colocá-las num vaso elas deslumbram durante 2 semanas. As azáleas pertencem à subfamília do rododendro, à qual apenas pertencem árvores e arbustos. A forma mais conhecida da sua utilização encontra-se nos jardins paisagísticos do Japão e da China.
Centáurea Azul
Outrora o céu repreendeu o campo de milho. Exclamou o céu :" Tudo o que vive na Terra consagra-me louvores. Os pássaros com o seu chilrear, as flores dão-me a sua fragrância e cor, as florestas sussurram-me as suas histórias fantásticas e só tu não me demonstras qualquer tipo de gratidão. E encho de água as tuas raízes para que possas amadurecer." E o campo de milho respondeu:" Eu só consigo expressar a minha gratidão desta forma. Diz-me como te poderei agradecer e cobrir-te-ei de carícias." O Céu concordou e disse:" se não consegues chegar até mim, então eu iluminar-te-ei." E o milagre aconteceu. Centenas de flores azuis magníficas, semelhantes à cor do céu, começaram a crescer. Desde então, as plantas de colheita curvam-se perante o céu e perante as centáureas azuis com a sua gentil brisa. O nome genérico desta flor é "centáurea". O nome descende da criatura mítica Centauro, que curou as feridas feitas por Héracles, com a seiva da centáurea. Na Roma antiga a centáurea era chamada de "Cyan" que significa azul. Estas flores têm este nome em honra do jovem de olhos azuis, que colheu as flores para fazer diademas e coroas de flores. A centáurea azul chegou até nós através de dados de civilizações antigas. Na época da escavação do túmulo de Tutankhamon foram encontrados muitos tesouros. Mas a coroa de flores feita de centáureas azuis provocou um choque cultural aos arqueólogos; as flores murcharam, mas a sua forma manteve-se. Poderiam ser as flores favoritas do Faraó e a sua mulher trouxe-lhe as flores como despedida. Mas a centáurea azul tem os seus segredos; um deles é a propagação das sementes, que conseguem mover-se. A semente é macia e luzia, semelhante à forma da semente de centeio e no topo possui uma poupa com frisos brancos. Para quem não conhece a flor, pode parecer um pára-quedas para as sementes, tal como o dente-de-leão. Mas não é bem assim. A poupa (crista) da centáurea azul é um órgão importante para o movimento da semente, com a sua ajuda a semente consegue rastejar. Quando está molhada o seu tamanho é reduzido, quando está seca o seu tamanho alonga-se. Desta forma conseguem dar um empurrão pequeno no solo e ao mesmo tempo rastejam.
Columbina
O nome científico é "Aquilegia". Mas as pessoas também chamam esta flor de pomba, devido à semelhança da forma auréola com a forma de uma pomba. Era uma vez uma mulher má, de génio irascível, que vivia numa pequena aldeia Francesa. Ela encontrava sempre defeitos no marido e este já farto decidiu separar-se dela. A mulher aflita resolveu fazer um pedido aos seus vizinhos e um deles decidiu ajudá-la. Este disse-lhe para ferver a columbina e quando a mulher estivesse novamente desejosa por encontrar defeitos no marido, devia colocar nos lábios o resultado da fervura da columbina. E assim foi, a mulher decidiu seguir o conselho. A paz e o sossego reinavam na casa da pobre mulher. Desde então que os franceses tratam esta flor por "erva da megera".
Urze
A urze é uma flor conhecida há muito tempo. Desde a Antiguidade que as suas folhas eram usadas em vez do lúpulo e as suas flores serviam para colorir a pele. A imagem da flor fazia parte de um dos clãs da Escócia. Há muito tempo, muitas bebidas eram feitas a partir da urze. Mas agora só podemos ficar a conhecê-las a partir dos versos de um poeta escocês, Robert Stevenson e através das lendas. Numa destas lendas é contada a história de um rei escocês que queria descobrir o segredo do "mel da urze", a bebida que era feita por uma das tribos do norte. O rei enviou o seu exército para aquele canto do país e uma vez lá, os seus homens tentavam parar as pessoas que por ali passavam, através do uso da espada ou do fogo. Mas nenhuma delas sabia nada acerca da bebida.
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